Não finjam que eu não existo

Um desenho que foi feito digitalmente utilizando o software photoshop. Por toda a história do mundo, o Globo experimentou o domínio do Estado através de políticas patriarcais e capitalistas e essa noção fez com que os curdos refletissem que o modo alternativo a se viver sob essa dominação fosse, na verdade, baseado no oposto, principalmente na libertação das mulheres, na ecologia e na democracia de base. O povo curdo, sobretudo as mulheres, entendem a importância da luta feminista dentro do movimento e principalmente de se levar para fora dele. A criação do Exército de Mulheres mostra ao povo curdo, ao países ao redor e também ao mundo o avanço da autonomia ideológica, política, militar e social das mulheres no Curdistão.

A revolução que acontece dentro dos espaços do Curdistão é, de modo geral, ignorada mundo a fora e quando o Exército de Mulheres é citado, as mídias se apropriam e instrumentalizam a luta dessas mulheres como algum tipo de fantasia ocidental, resumindo-as em elementos superficiais como o medo que as milícias do Califado têm de serem mortos por mulheres, pois dessa forma não atingirão o paraíso, mas ignora-se o projeto de emancipação política e social do Curdistão, e principalmente a real importância do envolvimento dessas mulheres na luta armada.
A representação da guerrilheira curda valoriza essa revolução ignorada pelas mídias e pelo mundo, trazendo à tona sua história.

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